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Ejaculação Precoce

Mais de 20 a 30% dos homens com idades entre 18 e 70 anos demonstram preocupação com a rapidez da ejaculação. Com a nova definição de ejaculação prematura (precoce) - ejaculação que ocorre dentro de aproximadamente um minuto após a penetração vaginal - somente 1 a 3% dos homens seriam diagnosticados com esse transtorno.

Alguns podem experimentar ejaculação precoce durante os encontros sexuais iniciais, mas adquirir controle ejaculatório ao longo do tempo. É a persistência dos problemas ejaculatórios por mais de seis meses que determina o diagnóstico da disfunção.

Alguns homens, por sua vez, desenvolvem o transtorno após um período de latência ejaculatória normal, conhecido como ejaculação precoce adquirida. Sabe-se menos sobre a ejaculação precoce adquirida do que sobre a ejaculação precoce ao longo da vida. A forma adquirida ocorre mais tarde, em geral aparecendo durante a quarta década de vida ou depois. Já a forma ao longo da vida permanece relativamente estável durante toda a vida.

Os seguintes fatores devem ser considerados na ejaculação precoce, assim como em qualquer outra disfunção sexual: 

1) fatores relacionados à parceira (problemas sexuais, estado de saúde); 2) fatores associados ao relacionamento (comunicação inadequada, discrepâncias no desejo para atividade sexual); 3) fatores relacionados a vulnerabilidade individual (má imagem corporal; história de abuso sexual ou emocional), comorbidade psiquiátrica (depressão, ansiedade) ou estressores (p. ex., perda de emprego, luto); 4) fatores culturais ou religiosos (inibições relacionadas a proibições de atividade sexual ou prazer; atitudes em relação à sexualidade); e 5) fatores médicos relevantes para prognóstico, curso ou tratamento.

Fatores de risco e prognóstico

Temperamentais - a ejaculação precoce pode ser mais comum em homens com transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de ansiedade social (fobia social).

Genéticos e fisiológicos - Há contribuição genética moderada para a ejaculação precoce ao longo da vida. Condições como doença da tireoide, prostatite e abstinência de drogas estão associadas à ejaculação precoce adquirida.

Consequências funcionais

Um padrão de ejaculação precoce pode estar associado a autoestima diminuída, sensação de falta de controle e consequências adversas para o relacionamento. Além disso, pode causar sofrimento pessoal e satisfação sexual diminuída na parceira sexual. 

Importante para o diagnóstico

Nos casos em que os problemas com ejaculação precoce são causados exclusivamente pelo uso, intoxicação ou abstinência de substância - o diagnóstico neste caso, define-se de disfunção sexual induzida por substância/medicamento.

Homens com latências ejaculatórias normais que desejam latências ejaculatórias mais prolongadas e aqueles com ejaculação precoce episódica (p. ex., durante o primeiro encontro sexual com uma nova parceira, quando uma latência ejaculatória curta pode ser comum ou normal) - são situações que não levariam a um diagnóstico de ejaculação precoce.

Tratamento 

A ejaculação precoce é uma disfunção que afeta homens de todas as idades. É a mais frequente disfunção sexual masculina e tem efeitos significativos sobre a qualidade de vida tanto do homem quanto de sua parceira. Na maioria das vezes o problema é de fundo emocional, para tanto, é imprescindível ser realizado um diagnóstico preciso para que o paciente seja encaminhado ao tratamento adequado. No decorrer do tratamento psicoterápico o paciente vai percebendo seu progresso controlando a sua ansiedade, o que pode envolver um processo também de reeducação, uma vez que pode haver a necessidade de trabalhar mudanças em sua qualidade de vida, assertividade, entre outros fatores emocionais, psicológicos e conjugais relacionados às queixas por ele apresentadas.



Um abraço!

Psicólogo Cleberson Taborda
CRP 12-14675

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